Geral

08/11/2018 07:03

Vice de Mauro diz que meta é cortar 50% dos comissionados: "muitos não têm função"

 

LARISSA MALHEIROS 
Folhamax 

O vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), insinuou que a equipe de transição tem encontrado dificuldades em obter números com a atual gestão. Por conta disso, ele acredita que a dívida do Estado pode ser superior aos R$ 4 bilhões estimados pela equipe do governador eleito Mauro Mendes (DEM) durante a campanha eleitoral.

“Não se sabe exatamente o número, pois falta transparência, falta exatidão, mas nós pelas pesquisas que estamos fazendo na transição, imaginamos que seja R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões de dívidas vencidas e não pagas. O prazo médio de inadimplência é de 240 dias”, afirmou o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde em entrevista ao Jornal do Meio Dia. 

O próximo vice-governador, que coordenou a equipe de transição do Governo Taques em 2014, destaca que dentro do levantamento já realizado foi constatado a necessidade de cortes na máquina. Segundo ele, essa medida é necessária para que sobre recursos para pagar as dívidas e ainda poder realizar algum investimento no Estado.

Pivetta estima que cerca de 50% das secretarias podem ser fundidas ou, até mesmo, eliminadas. Essa redução, segundo o vice, implicará ainda na redução dos cargos de confiança. 

O vice-governador eleito criticou o “inchaço” da máquina. “A máquina está desgovernada. Muito cargo sem função e a pessoa recebendo todo mês sem entregar nada. Estou falando de cargos de confiança”, colocou. 

Ele citou ainda outros setores que podem gerar economia ao Estado.  “Podemos economizar a partir do Palácio, no fretamento de avião, por exemplo. Não é muita coisa, mas são sinais que queremos dar de que as coisas mudaram. O coordenador não precisa utilizar tanta liturgia, nós podemos fazer do jeito que a gente faz hoje como empresário, como prefeito”.

Destacando que será um vice-governador atuante, Pivetta revela que, com o fortalecimento da economia estadual, ele e Mauro poderão liderar um momento de boa gestão, com entrega de serviços aos cidadãos e onde os municípios sejam contemplados. 

Para isso, ele enfatizou a “parceria” que deve ser feita com os servidores efetivos no Estado. “Com servidores concursados e seletivos nós precisamos fazer um acordo, um pacto de mutirão por Mato Grosso. Temos que chamar essa força de trabalho para essa nova ordem que a sociedade nos deu, que é desempenhar uma função de servidor: ser mais eficiente, custo menor e entregar os serviços públicos no lugar e na qualidade que o cidadão precisa”, finaliza.

 
 

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