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09/11/2018 09:00

Deputado eleito vê tentativa de "criminalizar" agro e é contra taxação

 

LARISSA MALHEIROS 
Folhamax 

O deputado federal eleito Neri Gueller (PP) defendeu a não taxação do agronegócio em Mato Grosso. Para ele, não existe justificativa para o projeto já que o setor é responsável pelo crescimento da receita nos últimos dez anos. 

Além disso, o parlamentar afirmou que é contra a reedição do Fundo Estadual Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) 2, que segundo ele, apenas fez com que a máquina pública inchasse. “Eu fui contra o Fethab 2, não adianta criar imposto e aumentar os custos da máquina pública. Ele foi criado para criar casas e investir em logística, para viabilizar a economia do Estado e foi desviado de sua função. Hoje usam para pagar folha porque incharam a máquina”, destacou Neri em entrevista ao Jornal do Meio Dia. 

Sobre a taxação do agronegócio, Neri lembra que não será a saída para os problemas do Estado. Também destaca que foi o setor quem fez com que o Estado avançasse perante o país nos últimos anos. 

Segundo Geller, a solução está no aumento da fiscalização e evitar a sonegação no setor, já que apenas os produtos destinados a exportação são isentos de taxação. Já os produtos consumidos aqui devem ser taxados normalmente. 

“Certeza que se tiver fraude se tiver sonegação tem que ser combatido porque é crime , tem que ir pra cadeia. Agora, 29% da produção fica no mercado interno. Nós precisamos saber o que é sonegação e o que está sendo consumido aqui dentro que está com valor agregado para fora”, explicou.

Ex-ministro da Agricultura, Geller lembra que o incentivo ao agronegócio trouxe retorno ao Estado. Segundo ele, nos últimos 12 anos a produção de milho cresceu de 5 milhões de tonelada para  28 milhões de toneladas. O consumo do mercado interno  era 800 mil toneladas e hoje é de quase 6 milhões de toneladas, o que aumentou a receita no Estado.  

“O crescimento de nossa receita nos últimos anos é fruto principalmente da nossa produção primária”, comenta. 

Em relação ao debate da taxação do Agro, ele explica que teme pela divisão da população. Para Geller, comparações e apontamento ao setor podem levar as pessoas acreditarem que o problema financeiro do Estado é causado pelos produtores.  

“Só para deixar bem claro que eu não posso neste debate comparar o agronegócio com narcotráfico, porque isso começa dividir a sociedade. O que nós não podemos fazer é demagogia e separar as pessoas que vivem na área urbana e não conhecem a fundo a produção, como em alguns casos os produtores fossem responsáveis pelo caos que está instalado no estado”, completou.

 
 

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