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07/12/2018 10:00

Apesar de déficit bilionário, Mauro prevê pagar RGA em 2019

 

Da Redação 

O governador eleito de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) esteve na Assembleia Legislativa na manhã de ontem e se reuniu com 17 dos 24 parlamentares. Na pauta, as diretrizes que deverão nortear as ações que serão realizadas para ajudar Mato Grosso a sair da crise financeira, marcando o trabalho em conjunto dos poderes Executivo e Legislativo.

Mendes apresentou um relatório do cenário financeiro do Estado que revelou um déficit de R$ 1,8 bilhão e disse que quer aprovar um orçamento realista, com previsão de equilíbrio entre receitas e despesas. Mendes pediu diálogo e cooperação das partes. “Viemos aqui (na ALMT) dialogar com os deputados, mostrar aquilo que estamos planejando para 2019, para que possamos ajudar Mato Grosso a sair dessa profunda e gravíssima crise financeira. O Estado que deve pra Deus e todo mundo, não consegue honrar seus compromissos. Na Saúde, existe um caos. Os hospitais fechando, salários atrasados, praticamente todos fornecedores sem receber, o Estado deve R$ 160 milhões para os municípios nesta área. Uma duríssima realidade financeira”, afirmou. 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), avaliou o encontro como positivo.  “Foi uma reunião em que se falou da situação do ano que vem. Vamos começar 2019 com déficit,  e com todas as dificuldades teremos no próximo ano vai precisar que a AL faça mudanças. Vamos trabalhar para aprovar as leis que sejam necessárias, iniciando por fazer um orçamento realista, que demonstre claramente que tem mais de um bilhão e meio de déficit. Ele (Mendes) demonstrou os déficits, mais de um bilhão e meio, e isso, só nas contas obrigatórias. Vamos ter que adotar medidas duras, cortar gastos e aumentar a arrecadação”, disse, assegurando que os deputados estarão presentes a partir de janeiro para aprovar projetos necessários ao equilíbrio do Estado.   

Dentre as medidas que estão sendo analisadas está o possível corte de 24 para 15 secretarias e a redução de 20 empresas públicas. Segundo o futuro governador, “medidas necessárias para equilibrar as finanças e o Estado voltar a ter condições de investimentos”.

Além disso, a equipe técnica trabalha para que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja planejada com cautela, respeitando o fluxo de receitas e despesas. O futuro governador, falou de controle de gastos, mas assegurou que haverá esforço do governo em cumprir compromissos como folha de pagamento, RGA e outros, previstos em lei.


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